Carrinho de compras
Seu carrinho está vazio

Atendimento

0

Frete Grátis RJ

Acima de R$1.000

5% desconto

Pagamento A vista em todo site

Atendimento Humano

Fale com nossos vendedores

Pague com cartão

em ate 3x s/ juros

Pague na Entrega

Disponível Apenas no Rio de Janeiro

18/12/2023

Área de plantio de arroz e feijão encolheu mais de 30% em 16 anos, com o avanço da soja e do milho

Área de plantio de arroz e feijão encolheu mais de 30% em 16 anos, com o avanço da soja e do milho

Grãos que ganharam mais espaço são voltados à exportação; trigo também começa a ser cotado para substituir territórios dos dois alimentos básicos. Retração da área foi acompanhada pelo aumento da produtividade, mas a colheita diminuiu.
A área de plantio da tradicional dupla do prato feito brasileiro, arroz e feijão, teve uma forte redução em relação a 2006, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou a divulgar o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Boa parte dessa área foi direcionada para as culturas de soja e milho, que, por sua vez, vêm batendo recordes de produção.


 

Os dois grãos (soja e milho) são commodities, ou seja, matérias-primas para a indústria, que são negociadas em bolsas de valores internacionais e exportadas como ração para animais de criação, como bois e porcos.
A principal compradora de grãos é a China, um dos países que ajudou a impulsionar o crescimento populacional do mundo, que chegou a bater a marca de 8 bilhões de pessoas neste ano. O número da população chinesa, contudo, deve ser ultrapassado pela Índia, em 2023, grande compradora de óleo de soja do Brasil.
Já o arroz e o feijão, produzidos em boa parte pela agricultura familiarsão focados em abastecer o mercado brasileiro. Seus preços variam de acordo com o tamanho da produção, procura e negociações entre agricultores e a indústria.

Por que a área de arroz e feijão diminuiu?

principal motivo para a redução da área do arroz e do feijão foi o avanço da soja e, mais recentemente, do milho sobre esses territórios, afirmam agricultores entrevistados.
No caso do arroz, que tem o seu polo produtor no Rio Grande do Sul, houve ainda a substituição de plantios pela pecuária, conta Carlo Antônio Schifino, associado da Cooperativa Arrozeira Palmares, em Palmares do Sul (RS).

Enquanto o faturamento da soja e do milho aumentou 355% e 310%, respectivamente, a receita com o arroz e o feijão ficou praticamente estável em 16 anos (veja no infográfico do começo da reportagem)
Schifino conta que a soja começou a entrar em áreas do arroz em um sistema de rotação, ou seja, que alterna as duas culturas em uma mesma terra, em épocas diferentes. Ela favorece a nutrição do solo por agregar nitrogênio.
“Porém, de 5 anos para cá a soja pegou um ritmo mais forte. Ela deixou de ser só participativa e, hoje, algumas áreas já produzem mais soja do que arroz e feijão, por exemplo”, diz Schifino.
O trigo é outro produto que deve entrar no jogo. Mais recentemente, ele tem sido cotado para substituir as áreas de arroz, afirma Felippe Serigati, professor e coordenador do mestrado profissional em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

Matéria Completa: Área de plantio de arroz e feijão encolheu mais de 30% em 16 anos, com o avanço da soja e do milho | Agronegócios | G1 (globo.com)